oLhA a HoRa!!!

Quem sou eu

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¯`*·.¸¸♥ღ°Quem é essa que me olha de tão longe, com olhos que foram meus?(Retrato antigo - Helena Kolody) ¯`*·.¸¸♥ღ° Quem é essa que me vê do lado de lá quando eu dela preciso cá? Quem é essa que está em mim e eu nela em hora sem fim? Quem é essa, quem sou eu?De tanta pressa o vento a levou...Fiquei eu Olho no olho O meu no seu Num retrato antigo Num estar comigo Num olhar só meu. (Janice Persuhn)¯`*·.¸¸♥ღ° De retralho em retalho tiram pedaços de mim de espaço a espaço costuram os vazios de mim de palavra a palavra descobrem eu sou mesmo assim. (Autópsia) ¯`*·.¸¸♥

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

terça-feira, 24 de abril de 2012

Atenção 1º ANO DO ENSINO MÉDIO!

Precisamos recuperar os conteúdos da Prova Bimestral...
Pelo amor de Deus! Estudemmmmmmmmmm!


ALGUMAS NOÇÕES BÁSICAS DE POESIA
Poesia – do grego poíesis, poetar, compor versos; também denominada ‘gênero lírico’
ou lírica (do grego “Lyra” – instrumento de sete cordas).
“Enquanto instrumento de precisão visual e acústico, o poema nasce da e serve à percepção precisa da linguagem.” Thomas Kling (poeta alemão, 1957-2005)
Pequena ‘dica’ para a leitura de um poema – procure identificar:
quem fala, para quem, o que, onde, quando, como e porque desta maneira
Na poesia há uma ligação estreita entre forma e conteúdo: a forma ‘fala’ ou ‘significa’. ■ Na poesia são empregados, entre outros, os seguintes recursos estilísticos:
verso
estrofe -rima
ritmo
métrica
figuras de linguagem
VERSO - cada linha do poema.
Verso agudo (ou masculino) - termina com palavra oxítona.
Verso grave (ou feminino) - termina com paroxítona.
Verso esdrúxulo - termina com proparoxítona.
Enjambement, cavalgamento ou encadeamento - quando a unidade sintática vai além do final do verso. A palavra ou parte da sentença que vai para a linha seguinte recebe desta forma um destaque especial em termos de sentido. O recurso também pode servir para deixar a estrofe mais ritmada.
ESTROFE - unidade maior em um poema, formada por dois ou mais versos.


Quanto ao número de versos, as estrofes se chamam - dístico, terceto, quarteto/quadra, quinteto, sexteto/sextilha, sétima, oitava, nona, décima/década, estrofe irregular (com mais de dez versos).
RIMA - identidade de som entre duas ou mais palavras (de versos diferentes) a partir de suas últimas sílabas tônicas.

Forma especial de rima -
Aliteração - consoantes de som idêntico que se repetem:
Rara, rubra, risonha, regia rosa. (Felix Pacheco) (…) esquinas e esplanadas de cerveja, (…) escarrando na noite (…) (Inês Lourenço) -
Assonância - vogais que se repetem: É um pássaro, é uma rosa, É o mar que me acorda? (Eugênio de Andrade |
Quanto à sua posição na estrofe: Rima emparelhada - aabb


Rima abraçada – abba ou abca
Rima cruzada – abab
Rima interpolada – abbba ou abcda
* Quanto à coincidência de sons:
Rima consoante (ou soante) - quando rima a última vogai tônica, mais todos os sons
que se seguem: azedume/vagalume/resume.
Rima toante - quando rimam somente as últimas vogais tônicas: terra/ pedra; vela/
terra.
Rima imperfeita - ferros/erros; belos/vê-los; imperfeição/som.
Verso solto - verso que não rima, entre outros que rimam.
Rima branca ou verso branco - sem rima alguma.
 RITMO - Percebemos a sensação do ritmo em reiterações de som superiores a 30 e inferiores a 140 por minuto. Pode-se comparar o ritmo da poesia com o da música:
grave/ lento/ adágio/ andante/ alegro etc.
Ritmo positivo - o que se ouve
Ritmo negativo - pausas
Os diversos ritmos da versificação: (contagem segundo as sílabas tônicas e átonas)



MÉTRICA
Escansão - contagem das sílabas métricas (fortes e fracas) dos versos de um poema.

* Na contagem das sílabas – não se conta a última sílaba átona do verso.
- realiza-se algumas uniões vocálicas entre palavras.
Para realizar uniões vocálicas entre palavras, a primeira vogal deve ser átona. Ex: A i/da/de aus/te/ra e/ no/bre a/ que/ che/ga/mos. (Alberto de Oliveira)


ESCANSÃO

Mas há a vida

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.
-Clarice Lispector

Escansão
mas/ha a/vi/da
que/é/para/ser
in/ten/sa/men/te/vi/vi/da
há o a/mor
que/tem/que/ser/vi/vi/do
a/te a ul/ti/ma/go/ta
sem/ne/nhum/me/do
não/ma/ta

QUEM FOI CLARICE LISPECTOR

Pertencente ao estilo Modernista, suas personagens, representativas da situação alienada dos indivíduos das grandes cidades, geralmente são tensas e inadaptadas a um mundo repetitivo e inautêntico, que as despersonaliza. A “Hora da Estrela”, último romance de Lispector, publicado dois meses antes de sua morre, em 09-02-1977, ela conseguiu penetrar no mundo íntimo do ser humano, além de mostrar a sua preocupação com os problemas sociais.
A narrativa de Lispector é interiorizada, centrada num momento de vivência interior da personagem ou do narrador. Sua literatura é um ambíguo espelho da mente...


SEGUE UM TRECHO DA OBRA LITERÁRIA INDICADA PARA LEITURA EXTRA CLASSE! QUEM AINDA NÃO LEU O LIVRO, VAI A DICA...LEIA URGENTE...NOSSA PROVA DE RECUPERAÇÃO DE CONTEÚDOS SERÁ SEXTA FEIRA!

Análise do autor e da obra...leia, marque, analise e estude sobre esse clássico machadiano!

Romance realista escrito por Machado de Assis e publicado em 1881, esta obra inaugura o romance psicológico em nossa literatura e é considerado o primeiro romance moderno do Brasil. Na obra o autor utiliza a metalinguagem para refletir junto com o leitor o direcionamento da história.
Machado de Assis não se preocupa com o cenário exterior da narrativa,mas sobretudo com o ponto de visão psicológica dos personagens. Apresenta no início do livro, Brás Cubas, um defunto-autor que narra detalhes de seu velório e depois entra na ordem cronológica dos fatos de sua vida.
Aos 17 anos, Brás Cubas se apaixona pela cortesã Marcela, caso que causa insatisfação em seu pai que o manda a Portugal, para estudar Direito. Logo retorna para acompanhar a morte da mãe.
Namora Eugênia, filha de uma amiga da família, porém o seu pai tenta casar Brás Cubas com Virgília, filha de um influente político. Virgília dispensa Brás Cubas, mas depois de casar-se com o político Lobo Neves torna-se sua amante.
Após a morte do pai, Brás Cubas trava uma briga com a irmã Sabina pela herança. No meio da história, Brás Cubas esbarra com o filósofo Quincas Borba, amigo de infância.
Depois de perdas e decepções em relação a desencontros amorosos, frustrações políticas e a morte de Marcela, Brás Cubas tenta inventar um emplasto (fórmula) que iria lhe conceder a fama sonhada. Brás Cubas adoece e falece aos 64 anos.
A narrativa segue a lógica do pensamento de Brás Cubas, é um personagem que rodeia o poder sem alcançar grandes feitos. Antes do Modernismo (1922), Machado de Assis foi um dos escritores mais criativo, senão o mais ousado a experimentar, como é bem verificado neste livro, novas maneiras de expressão.



"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: a diferença radical entre este livro e o Pentateuco." (MACHADO DE ASSIS, Memórias Póstumas de Brás Cubas).


BOM ESTUDO!
PARA RECUPERAR OS CONTEÚDOS!

As redações estão ótimas!
Admiro e amo muito vocês!!
Profª Wilm@


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