oLhA a HoRa!!!

Quem sou eu

Minha foto
¯`*·.¸¸♥ღ°Quem é essa que me olha de tão longe, com olhos que foram meus?(Retrato antigo - Helena Kolody) ¯`*·.¸¸♥ღ° Quem é essa que me vê do lado de lá quando eu dela preciso cá? Quem é essa que está em mim e eu nela em hora sem fim? Quem é essa, quem sou eu?De tanta pressa o vento a levou...Fiquei eu Olho no olho O meu no seu Num retrato antigo Num estar comigo Num olhar só meu. (Janice Persuhn)¯`*·.¸¸♥ღ° De retralho em retalho tiram pedaços de mim de espaço a espaço costuram os vazios de mim de palavra a palavra descobrem eu sou mesmo assim. (Autópsia) ¯`*·.¸¸♥

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

VI SEMINÁRIO DE TEMAS! Responda a pergunta e ganhe nota...Mas não nota musical...rsr

Tema: Consciência negra e Racismo

AtEnÇãO!! Queridos alunos dos 8ºs Anos do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Ulysses Guimarães, ENTREGA da Pesquisa do VI SEMINÁRIO DE TEMAS - edição MÚSICA, dia 13 de novembro (segunda feira) com ATA DE ENTREGA! Os seminaristas sorteados, farão a APRESENTAÇÃO!
Valendo nota!


FIQUEM LIGADO E GANHEM NOTA!!

pTd: Wilm@

sábado, 21 de outubro de 2017

II Concurso: E para as melhores notas As Batatas,


 "As Batatas!"

Aula de leitura e produção de Texto, Aos vencedores as Batatas, início do projeto. 8º B




E as batatas vão para...???!!!!

1º Lugar...Vitória, 8º B
AOS VENCEDORES AS BATATAS!
2º Lugar, Taísa, 8º C

3º Lugar! Félix, 8º C, Recebendo o prêmio da Pedagoga Marlei Cole

PtD: "Profi" Wilm@




Projeto, 2016

Projeto 2017

Clicar e Canais estarão no 2º Encontro Estadual de Tecnologia Educacional do Paraná

Oito anos clicando por você!!


Imagem diaadiaeducacao Acesso em 22/10/17, http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/index.php


Na verdade o clicar e coçar...

é uma forma de aprender, e também de ensinar...


Com muita alegria e orgulho, em afirmar que a parceria Professor X Aluno, é possível desenvolver aulas utilizando a Tecnologia durante as aulas de Língua Portuguesa, especialmente o celular e os aplicativos a relação em sala de aula! E muito!

Por meio de postagens e vídeos, as aulas enriquece os conteúdos para a faixa etária de alunos de 7ª, 8º e 9º Ano do Ensino Fundamental, que disponibilizam no Blog e Canais, conteúdos que fazem parte de projetos importantes para a comunidade escolar, como o acesso ao Instituto Federal do Paraná, podendo serem acessados como ferramentas de apoio e pesquisa, seja de leitura, escrita e oralidade, bem como o valor de tais habilidades na formação e auto estima de nossos alunos.

Ao ter acesso ao evento, o projeto foi inscrito no evento, e selecionado e estará representando Foz e região.  Confira o que há de produções nessa área, saiba o que os outros estudantes paranaenses estão produzindo no interior de nossas escolas.

Foram muitos inscritos e 280 selecionados. Foz do Iguaçu será representada pelos Colégios Estaduais: Almirante Tamandaré, Direção Wilson Ferreira, e Ulysses Guimarães, que tem como Gestora a Professora e Diretora Iolanda Prudente. O Projeto desde 2009, faz parte das aulas de Língua Portuguesa.
Alguns alunos que se prepararam e foram APROVADOS para a IFPR FOZ, usando Blog e Canais

https://www.youtube.com/watch?v=3lAAHPWt48k

Lembro a todos novamente, que isso só é possível por vocês que cLiCam e acessam nossos posts, seja para estudar, preparar estudo, elaborar avaliações ou apenas para dar uma clicadinha e espionar...nosso muito obrigada!


Confira o que é o evento e clica

na lista do que vai acontecer na área de educação


https://docs.google.com/spreadsheets/d/1nOoZq-o6kUXVR-h3jgKkc0Cf2WEppt40-pIf_0oDjuU/edit?ts=59e7917e#gid=0

Divulgação e Notícias

10/10/2017

2º Encontro Estadual de Tecnologias Educacionais

O principal objetivo do evento é divulgar entre professores, estudantes, pesquisadores e gestores da educação paranaense iniciativas com o uso de tecnologias na educação que possibilitem a resolução colaborativa de problemas, a experimentação, o desenvolvimento tecnológico e o compartilhamento de conhecimento, estimulando uma cultura de inovação, criatividade por meio de produções digitais que envolvam toda a comunidade escolar.

O evento prevê a realização de oficinas, palestras, mesas redondas, relatos de experiências e o Festival de Invenção e Criatividade (FIC), que será uma grande celebração do espírito inventivo, colaborativo e "mão na massa" da educação brasileira.

Saiba como participar!

Serviço
Local: Diretoria de Políticas e Tecnologias Educacionais
Endereço: Rua Salvador Ferrante, 1.651 - Carmo - Curitiba
Sitehttps://seeddpte.wixsite.com/tecnologia/inicio

imagem: ttps://seeddpte.wixsite.com/tecnologia/fic
O I Festival de Invenção e Criatividade do Paraná (FIC PR) ocorrerá em conjunto com o 2º Encontro Estadual de Tecnologias Educacionais: Inovação e Criatividade na Educação Paranaense e será uma grande celebração do espírito inventivo, colaborativo e mão na massa da educação paranaense. Nele, estudantes e profissionais da educação terão a oportunidade de explorar materiais e tecnologias high e low tech, participar de atividades e aprender de forma estimulante e descontraída. Expor, de forma interativa, seus inventos, produtos, tecnologias sociais e atividades inovadoras que estão sendo desenvolvidas em suas escolas.

O FIC Paraná é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação, da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, do Lifelong Kindergarten (MIT Media Lab) e da Fundação Lemann.

domingo, 8 de outubro de 2017

Prepare-se para "O RESULTADO"

E para as melhores notas "As Batatas!"

Aula de leitura e produção de Texto, Aos vencedores as Batatas, início do projeto. 8º B
Essa semana irei divulgar o resultado das classificações das melhores notas nas provas do 3º Bimestre, o que levará ao vencedor o prêmio de 1 pacote gigante de Batata para o 1º lugar, o 2º lugar pacote médio e 3º lugar pacote pequeno...
batatas.jpg (600×865)

A importância nobre da batata

       Na obra aparece por diversas vezes, entre as brigas dos personagens Caricaturais: Cozinheiro e Cozinheira, as BATATAS. Entre planos do Deuteragonista Bobuque em conversas com os protagonistas O Pintor, O Poeta e O Soldado elas estão assando...Conheça a importância da Batata na obra de Domingos Pellegrini, percebendo a história Real da batata .
Bom estudo!

Ao vencedor as batatas

O tubérculo americano que salvou os europeus da fome e hoje se presta à elaboração de receitas gulosas no mundo inteiro
No romance Quincas Borba, uma das obras-primas de Machado de Assis (1839-1908), o personagem central herda uma fortuna e muda de Barbacena, em Minas Gerais, para o Rio de Janeiro, onde se apaixona por uma mulher casada. Por esse amor perde a esperança, a razão, a fortuna e a vida. Percebe muito vagamente uma filosofia que mistura positivismo e darwinismo, inventada pelo seu protetor Quincas Borba: o humanitismo, cuja doutrina pode ser explicada pela batata. Duas tribos famintas se encontram diante de uma plantação desse tubérculo. Mas a quantidade existente era suficiente para alimentar apenas uma delas. Caso haja divisão das batatas, ambas morrerão de fome. A paz, nesse caso, significaria a mútua destruição; a guerra, ao contrário, a salvação da tribo mais forte. Na vida acontece a mesma coisa. A sobrevivência de uns impõe a extinção de outros. “Ao vencedor, as batatas”, proclama o pai do humanitismo.
Foi exatamente esse o prêmio recebido pelo explorador espanhol Francisco Pizarro (1474-1541), após matar o imperador Ataualpa, dizimar os incas e conquistar o Peru, na primeira metade do século XVI. Ele tinha invadido a região para conquistar territórios, ouro e prata. Encontrou uma agricultura desenvolvida e extensas lavouras de batata. O tubérculo comestível era cultivado desde o ano 3000 antes de Cristo nas regiões andinas de Peru, Bolívia, Equador e Chile.
 Os incas o semeavam como alternativa ao milho, planta que não vingava nas grandes altitudes. Pelo seu valor energético ou calórico, comprovado na recuperação dos doentes, e versatilidade culinária, o ofereciam às divindades. Falamos da batata ou batatinha, também chamada de batata-inglesa e batata-irlandesa, planta da família das solanáceas. Entretanto, convém lembrar que ainda existe a bata-doce, igualmente originária da América Latina, com enorme importância alimentar. Pertence à família das convolvuláceas e possui raízes suculentas, grupo que reúne mais de 800 tipos. Os usos diferem ligeiramente. Saboreia-se a batata ou batatinha nas modalidades frita, cozida e assada, palha, rôtie, sautée e soufllée; cortada em fatias ou cubos para a salada; em purê e conserva. Pode ser consumida fria ou quente; em entradas ou pratos de resistência; como ingrediente principal ou coadjuvante. Acompanha todos os nossos tipos de carne, ave e peixe. Harmoniza-se com ovos de aves domésticas ou selvagens. Já a batata-doce se presta à elaboração tanto de pratos de sal como sobremesas, que vão de um gnocchi feito pelos imigrantes italianos no interior de São Paulo a uma sobremesa cujo sabor a aproxima do marron glacé francês. Além disso, tem grande importância na alimentação animal.
Apesar da surpresa de Pizarro com a batata, batatinha, batata-inglesa ou batata-irlandesa, o conquistador não soube avaliar sua relevância alimentar. Confundiu-a com a trufa branca, cogumelo subterrâneo encontrado em algumas regiões da Europa. Estranhou a falta do perfume típico, mas não ligou. Na Espanha, existem trufas brancas desprovidas de aroma. As diferenças que caracterizam as duas especialidades só foram percebidas um par de anos depois pelo soldado, cronista e historiador espanhol Pedro Cieza de Leon (1520-1554), autor da Crônica do Peru. O fato é que os europeus desconfiaram da batata, talvez porque sua chegada ao Velho Mundo coincidiu com um período de epidemias. A população colocou a culpa na novidade. Tanto que, na Irlanda, até hoje sua colheita é saudada com uma espécie de exorcismo.
Os primeiros países europeus a se convencerem da importância alimentar do tubérculo exótico foram a Espanha, a Itália do norte e a Irlanda. Outros preferiram por muito tempo passar fome a ter de plantá-lo. Na Rússia e Prússia do século XVIII, os soberanos precisaram ameaçar cortar as orelhas e o nariz dos camponeses que se recusassem a cultivá-la. Na França – país que agora se atribui orgulhosamente a invenção do purê e da batata frita -, a forte resistência só foi vencida no fim do século XVIII graças aos esforços do farmacêutico militar e agrônomo Antoine Augustin Parmentier (1737-1813). Capturado pelos prussianos durante a Guerra dos Sete Anos, ele quase morreu na prisão. Libertado, voltou a Paris. Saudado como herói, afirmava ter sobrevivido porque comia batata. Na capital francesa, tornou-se chefe do Hôtel des Invalides e, portanto, uma autoridade nacional em saúde pública.
No fim do século XVIII, Parmentier julgou ser a batata uma solução para a fome que grassava no país. O problema é que a população não reconhecia a importância nutritiva da planta. Então, com a cumplicidade do rei Luís XVI, ele organizou um almoço em homenagem ao soberano e o divulgou amplamente. O rei se apresentou com um buquê de flores de batata no alto do chapéu. Após a refeição, cedeu a Parmentier o atual Champ-de-Mars para cultivar experimentalmente a planta. A fim de provocar a curiosidade humana, ele colocou um exército em volta da lavoura. O povo achou que escondia alguma coisa preciosa. Durante o dia, ninguém podia se aproximar. À noite, os militares fingiam estar distraídos e as pessoas entravam na propriedade para furtar mudas. Foi a principal estratégia de propaganda de um alimento que, enfim, conquistou o paladar francês. Parmentier espalhou o novo alimento e sugeriu maneiras de prepará-lo. Seu nome costuma ser associado a diversas receitas, de variados autores. São os ovos Parmentier, carré de cordeiro Parmentier, bacalhau Parmentier e hachis Parmentier, entre outros. Com o abrandamento das superstições, a planta se difundiu pela Europa. Na Segunda Guerra Mundial, consagrou-se como alimento imprescindível, salvando milhões de pessoas da inanição fatal.
A batata gosta de temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas. No Brasil, é plantada em todo o território nacional e praticamente o ano inteiro, sobretudo em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais, em Santa Catarina, no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul. Contém vitaminas A, B1, B2, C, bem como potássio, fósforo, sódio e magnésio. A voz do povo a invoca com originalidade. Denomina-se “batata” tanto a barriga da perna como o bíceps desenvolvido e o nariz grosso e chato. É usada para designar a inchação provocada pelo bicho-de-pé. “Batata quente” significa uma situação trabalhosa, complicada. “Morder a batata” é ingerir bebida alcoólica demais. “Na batata” quer dizer com absoluta certeza. “Ser batata” equivale a não falhar. “Ir plantar batatas” é o mesmo que ir às favas. Entretanto, temos a batata em altíssima conta. Costumamos usá-la para fins nutritivos, vale dizer, exclusivamente pacíficos. Apesar de o humanitismo e o romance Quincas Borba serem criações nacionais, não se tem notícia de um brasileiro que haja eliminado o semelhante para conquistar batatas.
https://reinodabatata.wordpress.com/page/18/



pTd: "Profi" Wilm@

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Almirante Tamandaré realiza projeto de leitura

Obra o Pequeno príncipe

Recentemente, o Projeto de Leitura do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, indicou em sua lista escolar a obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, e, marcamos os trechos favoritos do livro. Para posteriormente organizamos a Exposição.


"Nunca vamos muito 
longe seguindo sempre em frente."
 
"Se dissermos aos adultos: ' Vimos uma casa linda com tijolos avermelhados, gerânios na janela e pombas no telhado', eles não conseguirão imaginar como essa casa é. Será preciso dizermos: 'Vimos uma casa de um milhão de reais!' Eles, então, exclamarão: 'Que casa linda!'"
"para todos os reis, o mundo é algo muito simples: todos os homens são súditos!"


"Só devemos exigir de uma pessoa aquilo que ela pode nos dar."
 
"Uma pessoa vaidosa considera todas as outras admiradoras."
 
"E todas as estradas sempre levam às pessoas."
 
"É preciso proteger as chamas cuidadosamente: uma brisa, mesmo suave, pode apagá-las."
"Quem se deixou cativar corre o risco de chorar um pouco."







PtD: profª Wilm@

domingo, 20 de agosto de 2017

Histórias para a sala de aula

A sala de aula com histórias...

 A vida cotidiana está repleta de surpresas. O segredo de Walcyr Carrasco é olhar o dia a dia com uma grande dose de bom humor, como revela em suas crônicas. "É preciso saber rir para não arrancar os cabelos", costuma dizer o autor. Mas também sabe se emocionar e escrever com o coração aberto. Esta seleção de crônicas é divertida, instigante e também emocional. Dá um bom panorama da vida na cidade grande, da luta diária pela cidadania e dos pequenos grandes fatos que marcam a vida de todos nós.



Minhas manhãs são repletas de surpresas, meus primeiros contatos são com vocês...nós, ainda com os rostos amassados, trazemos nossas mochilas e materiais, e fazemos das aulas de língua portuguesa uma verdadeira aventura...
Assim o projeto desse ano, percebemos que parece que temos um novo aluno, um novo colega, um novo integrante dos grandes grupos de Debates e leituras...o Walcyr! Apresentado por Carrasco, escritor cheio de segredos e com seu olhar, inspirado nesse garoto, para o dia a dia com uma dose, de sentimentalismo já na primeira crônica, em que desaba a exigência de um filho, o amor exarcebado de um pai, as novidades da avó idosa, a mãe preocupada e todo o conflito familiar que sabemos que está ali no vão entre cada palavra, que não é apenas do narrador, mas nosso no narrar do novo aluno...em forma de narrador. 

Ilustrações da obra, contextualizadas 

para a Exposição Projeto de Leitura





















PtD Profª Wilm@

QUE PAÍS É ESTE? (Banda Aborto Elétrico) depois, (Legião Urbana)

O hino de 1987, três décadas depois...nunca foi tão atual


Aborto Elétrico, precursor de todo o rock de Brasília, a primeira banda de Renato Russo. O Aborto Elétrico surgiu em 1978 com proposta e influência do punk rock inglês dos Sex Pistols, The Clah, The Damned e The Adicts, dentre outros. 

Legião Urbana

A todos os caros leitores do Clicar, meu olá! 
Vamos analisar a música “Que país é este”, da banda Legião Urbana, composta por Renato Manfredini Júnior (Renato Russo). O "Russo" que adotou como sobrenome artístico foi a forma que Renato encontrou de homenagear Jean-Jacques Rousseau e Bertrand Russel, personalidades que admirava.

A relação dessa canção com Brasília é bastante intensa, assim como acontece com a maioria das canções do terceiro disco da banda, “Que país é este 1978-1987”. Isso ocorre porque a maioria das faixas provém da época em que Renato morava e produzia em Brasília. Em algumas declarações, Renato Russo procurou deixar clara essa ligação: “[...] A música que está tocando nas rádios, que está em primeiro lugar, fala de Planaltina, Taguatinga, fala de tudo. 'Que país é este' tem o prisma de Brasília”

“Que país é este” foi composta em 1978, quando Renato Russo ainda pertencia à banda punkAborto Elétrico, em Brasília. Mesmo depois da dissolução da banda, essa canção continuou sendo apresentada por Renato Russo, desta vez nos shows da Legião Urbana(formada em 1983), em diversas cidades do país. É importante ressaltar que, além de ter feito muito sucesso nos shows mesmo antes de ser gravada em disco (o que só viria a acontecer em 1987), “Que país é este” foi uma das primeiras canções importantes (senão a primeira) da chamada “linha politizada” do rock brasileiro. Renato Russo - que tinha forte influência do Punk rock – afirmou que não pretendia gravá-la (o que acabou fazendo por causa da pressão da gravadora em lançar um disco a cada ano) porque tinha a esperança de que o Brasil melhorasse e que a canção se desatualizasse, perdendo sua razão de ser. Entretanto, ela nos soa mais atual do que nunca.




Analisando letra: 

Que país é esse?

Nas favelas, 
no Senado 
Sujeira pra todo lado 
Ninguém respeita a Constituição 
Mas todos acreditam no futuro da nação.

Logo na primeira estrofe, temos uma afirmação problemática: “ninguém respeita a Constituição”, desde o mais pobre (nas favelas), até aqueles que deveriam dar o exemplo (no Senado), não há quem respeite, e onde não há respeito não há ordem, há bagunça, sujeira (Sujeira pra todo lado).

Todos acreditam que o país pode melhorar, mas ninguém quer fazer sua parte, é um esperando pelo outro e todos de braços cruzados. 

Na época em que a canção foi composta (1978) e também quando o disco foi lançado (1987), a constituição em vigor era a de 1967, aprovada durante o regime militar. Temos aqui uma colocação supostamente contraditória: a constituição, mesmo de natureza autoritária, é evocada como um documento a ser respeitado, mas que não se respeita. Nesse caso, constituição pode ter sentidos diversos, talvez, no caso da letra, se reduza aos aspectos positivos de um conjunto imaginário de direitos e deveres de todos que vivem em sociedade.

Que país é esse (3x)

No Amazonas, 
no Araguaia, 
na Baixada Fluminense
Mato Grosso, 
nas Geraes 
e no Nordeste tudo em paz 


Neste trecho, temos a referência não apenas a diversas regiões violentas do Brasil, mas, sobretudo, a fatos históricos envolvendo repressão. Como exemplo, temos a referência à guerrilha do Araguaia, onde o regime militar, matou e deixou desaparecidas várias pessoas que protestavam contra o governo, e a Baixada Fluminense que até atualmente, apresenta elevados índices de violência, sobretudo em relação ao tráfico de drogas, que também está relacionado com a região do Amazonas. Esta última porém, é melhor trabalhada na canção “Conexão amazônica”, do mesmo disco. A ênfase vocal de Renato Russo, no trecho “tudo em paz” constitui um deboche, que é ao mesmo tempo ironia e sarcasmo, pois nesse cenário de violência apresentado, como tudo poderia estar em paz?

Na morte eu descanso
 mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, 
documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Já aqui, o autor parece acreditar num possível descanso só após a morte, mas também, deixa claro que a mesma tem sido mecanismo dos poderosos para calar a muitos (sangue anda solto ), usando suas posições e influências, alteram documentações, somem com provas e qualquer indicio que possam ligá-los ao sumiço de seus desafetos (manchando os papéis, documentos fiéis ), é a tal queima de arquivo, que ainda nos dias de hoje ouvimos falar. E ainda nesse trecho ele nos deixa a ideia de que, aqueles que poderiam fazer alguma coisa, simplesmente ignoram, fazem vista grossa ( ao descanso do patrão).

Que país é esse (4x)

Terceiro mundo se for

Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão.

Na terceira e última estrofe, encontramos uma visão sarcástica do presente e do futuro logo nos três primeiros versos, o autor quer deixar claro o quão longe o país estava de se tornar uma grande nação e nos outros três que seguem o autor faz uma referência metafórica ao nosso passado histórico (“quando vendermos todas as almas/ dos nossos índios num leilão”). 

Nesse jogo de palavras, temos a afirmação debochada e sarcástica de que o Brasil conseguirá enriquecer e chegar ao nível dos países do primeiro mundo quando comercializar o seu último (e ao mesmo tempo, primeiro) elemento puro da terra: os índios. Nesses versos, temos a idealização do elemento indígena, como símbolo da nossa cultura, crença ( de uma certa forma, no verso "Mas o Brasil vai ficar rico " e nos outros que seguem, o deboche virou profecia, e nos dias atuais a profecia esta se cumprindo. O Brasil esta enriquecendo, mas a troco da falência cultural e social do nosso país, pois estamos emburrecendo e agregando a cultura gringa a nossa em troca de favores e de um nome bem visto lá fora, nunca estivemos tão americanizados).

Já a política brasileira, é a vergonha nacional, o desrespeito com a Constituição Federal, por meio das aprovações de Projetos que alteram direitos fundamentais como: Educação, Trabalho, previdência social e Aposentadoria, foram votados em meio a crises de denúncias de CORRUPÇÃO.

Que país é esse (4x)
FIM

Vimos, com a análise de “Que país é este”, de que forma tanto a letra como a música compõem um ambiente de esperança perdida, de miséria, de revolta, por meio de suas guitarras estridentes, de sua bateria insistente que marca o bate-estaca do rock, do vocal agressivo e de colocações irônicas e sarcásticas. E que o Brasil das canções de Renato Russo, em especial as do terceiro disco, é representado como uma falácia total da esperança, ao contrário do que o artista procurava passar ao público nas entrevistas e nos shows. 



É isso pessoal, fica ai o clip original da canção!

MODELO DE AVALIAÇÃO DE REDAÇÃO



TEXTO 2


Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação
E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?
 

pTd: Profª Wilm@


VI SEMINÁRIO DE TEMAS! Responda a pergunta e ganhe nota...Mas não nota musical...rsr

Tema: Consciência negra e Racismo AtEnÇãO!! Queridos alunos dos 8ºs Anos do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Ulysses Guimarães, EN...