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¯`*·.¸¸♥ღ°Quem é essa que me olha de tão longe, com olhos que foram meus?(Retrato antigo - Helena Kolody) ¯`*·.¸¸♥ღ° Quem é essa que me vê do lado de lá quando eu dela preciso cá? Quem é essa que está em mim e eu nela em hora sem fim? Quem é essa, quem sou eu?De tanta pressa o vento a levou...Fiquei eu Olho no olho O meu no seu Num retrato antigo Num estar comigo Num olhar só meu. (Janice Persuhn)¯`*·.¸¸♥ღ° De retralho em retalho tiram pedaços de mim de espaço a espaço costuram os vazios de mim de palavra a palavra descobrem eu sou mesmo assim. (Autópsia) ¯`*·.¸¸♥

PrOfeSsOrA WiLma NuNeS RaNgEl

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domingo, 20 de agosto de 2017

QUE PAÍS É ESTE? (Banda Aborto Elétrico) depois, (Legião Urbana)

O hino de 1987, três décadas depois...nunca foi tão atual


Aborto Elétrico, precursor de todo o rock de Brasília, a primeira banda de Renato Russo. O Aborto Elétrico surgiu em 1978 com proposta e influência do punk rock inglês dos Sex Pistols, The Clah, The Damned e The Adicts, dentre outros. 

Legião Urbana

A todos os caros leitores do Clicar, meu olá! 
Vamos analisar a música “Que país é este”, da banda Legião Urbana, composta por Renato Manfredini Júnior (Renato Russo). O "Russo" que adotou como sobrenome artístico foi a forma que Renato encontrou de homenagear Jean-Jacques Rousseau e Bertrand Russel, personalidades que admirava.

A relação dessa canção com Brasília é bastante intensa, assim como acontece com a maioria das canções do terceiro disco da banda, “Que país é este 1978-1987”. Isso ocorre porque a maioria das faixas provém da época em que Renato morava e produzia em Brasília. Em algumas declarações, Renato Russo procurou deixar clara essa ligação: “[...] A música que está tocando nas rádios, que está em primeiro lugar, fala de Planaltina, Taguatinga, fala de tudo. 'Que país é este' tem o prisma de Brasília”

“Que país é este” foi composta em 1978, quando Renato Russo ainda pertencia à banda punkAborto Elétrico, em Brasília. Mesmo depois da dissolução da banda, essa canção continuou sendo apresentada por Renato Russo, desta vez nos shows da Legião Urbana(formada em 1983), em diversas cidades do país. É importante ressaltar que, além de ter feito muito sucesso nos shows mesmo antes de ser gravada em disco (o que só viria a acontecer em 1987), “Que país é este” foi uma das primeiras canções importantes (senão a primeira) da chamada “linha politizada” do rock brasileiro. Renato Russo - que tinha forte influência do Punk rock – afirmou que não pretendia gravá-la (o que acabou fazendo por causa da pressão da gravadora em lançar um disco a cada ano) porque tinha a esperança de que o Brasil melhorasse e que a canção se desatualizasse, perdendo sua razão de ser. Entretanto, ela nos soa mais atual do que nunca.




Analisando letra: 

Que país é esse?

Nas favelas, 
no Senado 
Sujeira pra todo lado 
Ninguém respeita a Constituição 
Mas todos acreditam no futuro da nação.

Logo na primeira estrofe, temos uma afirmação problemática: “ninguém respeita a Constituição”, desde o mais pobre (nas favelas), até aqueles que deveriam dar o exemplo (no Senado), não há quem respeite, e onde não há respeito não há ordem, há bagunça, sujeira (Sujeira pra todo lado).

Todos acreditam que o país pode melhorar, mas ninguém quer fazer sua parte, é um esperando pelo outro e todos de braços cruzados. 

Na época em que a canção foi composta (1978) e também quando o disco foi lançado (1987), a constituição em vigor era a de 1967, aprovada durante o regime militar. Temos aqui uma colocação supostamente contraditória: a constituição, mesmo de natureza autoritária, é evocada como um documento a ser respeitado, mas que não se respeita. Nesse caso, constituição pode ter sentidos diversos, talvez, no caso da letra, se reduza aos aspectos positivos de um conjunto imaginário de direitos e deveres de todos que vivem em sociedade.

Que país é esse (3x)

No Amazonas, 
no Araguaia, 
na Baixada Fluminense
Mato Grosso, 
nas Geraes 
e no Nordeste tudo em paz 


Neste trecho, temos a referência não apenas a diversas regiões violentas do Brasil, mas, sobretudo, a fatos históricos envolvendo repressão. Como exemplo, temos a referência à guerrilha do Araguaia, onde o regime militar, matou e deixou desaparecidas várias pessoas que protestavam contra o governo, e a Baixada Fluminense que até atualmente, apresenta elevados índices de violência, sobretudo em relação ao tráfico de drogas, que também está relacionado com a região do Amazonas. Esta última porém, é melhor trabalhada na canção “Conexão amazônica”, do mesmo disco. A ênfase vocal de Renato Russo, no trecho “tudo em paz” constitui um deboche, que é ao mesmo tempo ironia e sarcasmo, pois nesse cenário de violência apresentado, como tudo poderia estar em paz?

Na morte eu descanso
 mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, 
documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Já aqui, o autor parece acreditar num possível descanso só após a morte, mas também, deixa claro que a mesma tem sido mecanismo dos poderosos para calar a muitos (sangue anda solto ), usando suas posições e influências, alteram documentações, somem com provas e qualquer indicio que possam ligá-los ao sumiço de seus desafetos (manchando os papéis, documentos fiéis ), é a tal queima de arquivo, que ainda nos dias de hoje ouvimos falar. E ainda nesse trecho ele nos deixa a ideia de que, aqueles que poderiam fazer alguma coisa, simplesmente ignoram, fazem vista grossa ( ao descanso do patrão).

Que país é esse (4x)

Terceiro mundo se for

Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão.

Na terceira e última estrofe, encontramos uma visão sarcástica do presente e do futuro logo nos três primeiros versos, o autor quer deixar claro o quão longe o país estava de se tornar uma grande nação e nos outros três que seguem o autor faz uma referência metafórica ao nosso passado histórico (“quando vendermos todas as almas/ dos nossos índios num leilão”). 

Nesse jogo de palavras, temos a afirmação debochada e sarcástica de que o Brasil conseguirá enriquecer e chegar ao nível dos países do primeiro mundo quando comercializar o seu último (e ao mesmo tempo, primeiro) elemento puro da terra: os índios. Nesses versos, temos a idealização do elemento indígena, como símbolo da nossa cultura, crença ( de uma certa forma, no verso "Mas o Brasil vai ficar rico " e nos outros que seguem, o deboche virou profecia, e nos dias atuais a profecia esta se cumprindo. O Brasil esta enriquecendo, mas a troco da falência cultural e social do nosso país, pois estamos emburrecendo e agregando a cultura gringa a nossa em troca de favores e de um nome bem visto lá fora, nunca estivemos tão americanizados).

Já a política brasileira, é a vergonha nacional, o desrespeito com a Constituição Federal, por meio das aprovações de Projetos que alteram direitos fundamentais como: Educação, Trabalho, previdência social e Aposentadoria, foram votados em meio a crises de denúncias de CORRUPÇÃO.

Que país é esse (4x)
FIM

Vimos, com a análise de “Que país é este”, de que forma tanto a letra como a música compõem um ambiente de esperança perdida, de miséria, de revolta, por meio de suas guitarras estridentes, de sua bateria insistente que marca o bate-estaca do rock, do vocal agressivo e de colocações irônicas e sarcásticas. E que o Brasil das canções de Renato Russo, em especial as do terceiro disco, é representado como uma falácia total da esperança, ao contrário do que o artista procurava passar ao público nas entrevistas e nos shows. 



É isso pessoal, fica ai o clip original da canção!

MODELO DE AVALIAÇÃO DE REDAÇÃO



TEXTO 2


Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação
E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?
 

pTd: Profª Wilm@


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